I CONCURSO PETROBRAS CASABLOCO DE ARTES CARNAVALESCAS

Desce o morro, num embalo febril,
O carnaval faz a alma vibrar.
Nasce o samba, num sonho gentil,
Com risos e a força de quem quer lutar.
Na quadra, o sambista rabisca o verso,
Lapida com amor e traz vida a poesia.
Declama um futuro diverso e imerso,
Na força que explode em pura melodia.
A costureira trabalha até o raiar,
Com linhas e agulhas bordando emoção.
Constrói fantasias, seu dom a pulsar,
Mesmo exausta, molda sonhos com a mão.
No barracão, há suor e união,
Entre tintas, martelos e dedicação.
O artista espalha a cor com paixão,
E o povo celebra com fé no coração.
Vem o mestre, o ensaio é sagrado,
O tambor ressoa, marcando o compasso.
A harmonia surge, marcas de um sonho alinhado,
E o ritmo embala, afagando o cansaço.
As batidas vibram, num forte sentir,
Embalam o povo em laços de fé.
Um mundo de estrelas parece surgir,
E a vida, em samba, faz seu cafuné.
Na avenida, as cores encantam,
As sombras se vão, brilham os céus.
Os olhos do povo, de orgulho, se espantam,
E os corações cantam, libertos dos véus.
Amores florescem num doce rodopio,
Beijos furtivos, abraços selados.
Na folia que aquece em breve arrepio,
São sonhos de amor em dias dourados.
Entre máscaras, plumas, confetes e cor,
Na rua ou no salão, é o fervor que conduz.
O peito envolto no abraço do amor,
E a vida se enche de riso e luz.
Cada alegoria carrega uma verdade,
De amores que chegam, de outros que vão.
O carnaval celebra memórias e saudade,
E guarda tudo a sete chaves no coração.
E quando a quarta trouxer seu vazio,
Outro sonho renasce, a vibrar e a chamar.
Pois nos carnavais, no eterno desafio,
As cores e os ritmos sempre vão retornar.


JANE CIPRIANI é graduada em Serviço Social e licenciada em Educação Especial, com especializações em Psicologia Social e Serviço Social na Educação. Casada com Marcello e mãe de Ryan, Érica e Regiane, dedica sua vida à família e à profissão. Recentemente, descobriu na escrita uma nova paixão, que começou como uma forma de expressar emoções e agora se torna uma maneira de compartilhar histórias e reflexões. 

A fotografia que acompanha o poema é de autoria de MARTA MARIA APPOLINARIO: Fotografar é um prazer, eu e meu celular clicamos a natureza, cenas interessantes no dia-a-dia, pessoas. Na abertura pós pandemia, momento difícil para todos, resolvi fazer um curso de fotografia com celular, e daí pra frente, já são muitos cliques.

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